Canto de invocação ao delírio
Esta noite
É a noite da poesia!
Noite em que a lua
Despejará sobre nós o seu brilho
E as estrelas serão nossas cúmplices…
Nessa noite
Os temores serão encarados!
Os desejos externados,
Corpos entregues aos instintos!
E prisioneiros serão livres!
Nessa noite
Todas as vozes serão ouvidas!
Todas as vozes serão uma!
Prantos e gargalhadas,
Brados poderosos!
E o silêncio do cosmos
Irá declamar o poema da vida,
A ópera da alma!
Nessa noite
A Terra irá parar,
Poetas mortos irão ressuscitar!
Nesta noite
Papas e protestantes, druidas e xamãs
sentarão a mesma mesa,
Beberão o mesmo cálice.
E o absinto os absorverá,
E os absorverá num beijo místico.
Venham!
Entrem na taverna da liberdade,
Assistam ao sarau eterno,
Pois, esta noite a aurora descansará.
Porque esta noite…
É a noite da poesia!
Por Janderson Cunha, poeta araponguense e colaborador da Muitas Letras.
Essa poesia foi declamada pelo autor na ocasião do Sarau realizado em Arapongas/PR, no dia 17/10/2010, pelo Grupo Conversa Fiada. Muitas Letras esteve lá dando o maior apoio.
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