Eu, o poeta e a poesia
Confesso, sou um poeta analfabeto!
Não sei a psicologia das palavras,
Não sou cientista da língua.
Dentro desse crânio quebrado,
Não tem um arquivo de prática da gramática.
Mas o estigma me agrada e o verso me envenena.
E pra esse veneno lírico não há antídoto.
E ele pinga, dia e noite, muito e amiúde,
Na minha frágil psique,
Gotas de vícios e, às vezes, alguma de virtude.
Parece esquisito, mas insisto:
Sou um poeta analfabeto.
Mas nessas linhas, nessas letras,
Tento transplantar minha medula lírica.
Sei que sou pota pequeno.
Se uso a caneta
É pra dar luz à letra!
E assim trazer ao mundo o meu mundo.
Meu verso é ansiedade, desespero, precipitação.
Eu me procuro poeta a procura da poesia.
Sou um poeta analfabeto, lamento.
Meu verso no universo.
Não encontrou eco.
Por Janderson Cunha, poeta araponguense e colaborador da Muitas Letras.
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03/05/2010 às 19:35
“Se procurar bem você acaba encontrando.
Não a explicação (duvidosa) da vida,
Mas a poesia (inexplicável) da vida.”
Carlos Drummond de Andrade
Obrigada por seu comentário.Seja Bem Vindo à nosso Blog e saiba que sua poesia tem o inexplicável da vida,como diz Drumond,necessária… para ser bela!Parabéns!
Abraço,Isabela Falcón.